segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Médico americano propõe de Centro de Imagem na Bahia

Os secretários da Saúde do Estado, Jorge Solla, e do Planejamento, Walter Pinheiro, juntamente com o chefe de gabinete da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, Antonio Matias, assistiram, esta manhã (14), na sala de reunião da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), à apresentação do professor e chefe de Neurologia da Universidade de Stanford (Califórnia/ Estados Unidos), Scott Atlas, acompanhado do médico André Guanaes, do Instituto Sócrates Guanaes (ISG). Eles falaram sobre a criação, na Bahia, de um Centro de Imagem de Excelência (Venture Imaging Centers), com o mesmo padrão dos que já funcionam em países como o Canadá, Rússia, México, China, Estados Unidos, entre outros.

De acordo com Scott Atlas, um dos motivos da escolha do Brasil para ter a primeira unidade do Venture Imaging Centers foi porque o país é líder na economia da América do Sul, além de ser um importante centro de tecnologia, e a escolha da Bahia foi baseada nos investimentos que o governo do estado vem fazendo na área da Saúde. Nos países onde estão instalados, os centros de imagem contam com sete especialidades, entre elas Neurologia, Cardiologia e Ortopedia, sendo que cada um deles tem um modelo próprio. "Não nos prendemos apenas ao atendimento, mas também lidamos com o treinamento, assistência, ensino, pesquisa e extensão e, por isto, é tão importante ter a parceria do Estado nesse projeto", afirmou. O médico André Guanaes disse que este projeto será apresentado ao diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia, José Tavares Neto. Ainda durante a estada de Atlas na Bahia, ele faz palestra amanhã (15), às 19hs, e na Associação Bahiana de Medicina (ABM).

Jorge Solla agradeceu a visita e a apresentação de Scott Atlas e disse que a idéia é ver a possibilidade da construção de uma proposta que permita a parceria para a criação de um centro de referência na área de imagem. "Temos um déficit muito grande de atendimento à população nessa área, e a intenção do governo estadual é ampliar o acesso a esse tipo de serviço", esclareceu Solla, acrescentado que "isso abre um leque muito grande de aplicações, vindo a calhar com nossos projetos de ampliação no setor saúde".

O secretário explicou sobre a intenção de criar no Hospital Geral Roberto Santos um centro de imagem integrando os hospitais de Barreiras, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Feira de Santana, Irecê, Santo Antônio de Jesus, Teixeira de Freitas, Porto Seguro, Alagoinhas e Camaçari. Além da criação do centro de imagem, estão previstos para o Roberto Santos mais três projetos: a ampliação da emergência, a criação de um prédio anexo para a anatomia patológica e a ampliação da área de nefrologia e hemodiálise. Durante a reunião, ficou definida a criação de um grupo de trabalho, envolvendo as três secretarias, para formatar uma carta de intenções e já iniciar a construção do projeto integrado do Centro de Imagem do Hospital Roberto Santos.

Para o secretário Walter Pinheiro, a construção dessa parceria deve estar centrada em cinco pontos: funcionamento, instalação e acesso; tecnologia; aplicação; atração e formação profissional; investimento e financiamento. "Essa é uma área extremamente delicada para baixar a capacidade de resposta, não só na Bahia como no Nordeste. O campo de inovação/pesquisa seria uma linha mais imediata entre a Fundação Sócrates Guanaes e o Estado, mas vamos torcer para que esse grupo de trabalho aqui definido, possa, o mais rápido possível, construir uma proposta para o Roberto Santos", definiu o gestor.

No final da tarde, Scott Atlas, André Guanaes, o diretor da rede Própria, Renan Araújo, e Mara Clécia, diretora de Ciência e Tecnologia, visitarão o Hospital Geral Roberto Santos, e amanhã (15), voltarão a se reunir com o grupo de trabalho para as considerações finais do projeto de implantação do centro de imagem.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Bahia tem 129 casos confirmados de Gripe A (H1N1)

O estado da Bahia contabiliza, agora, 129 casos confirmados da gripe A (H1N1). A informação é da Coordenação de Vigilância às Emergências em Saúde Pública (Cevesp) da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). De 24 de abril a 10 de setembro deste ano, foram considerados como suspeitos 771 casos, sendo confirmados 129 deles. Outros 160 casos foram descartados, 482 estão em investigação e há quatro óbitos confirmados laboratorialmente, sendo dois pela Gripe A (Salvador e Guanambi) e dois de gripe sazonal (Caculé e Urandi).

Dos casos confirmados, 50,4% são do sexo feminino. A idade média foi de 22 anos, variando de nove meses a 77 anos. A maioria dos casos confirmados, 71,8% é de residentes em Salvador (93) e os outros residentes nas cidades de Lauro de Freitas (7), Cachoeira (3), Iuiú (3)Feira de Santana (10), Ilhéus (2) e Porto Seguro (2), Guanambi (2) e Camaçari, São Desidério, Vitória da Conquista e Itabuna (1 em cada cidade). Um dos casos confirmados é residente em Maceió (Alagoas), um em Ribeirão Preto (São Paulo) e outro em Montevidéu, Uruguai.

A Argentina foi o possível local de contaminação para 46% (44 casos), seguido pelo Chile (9), Estados Unidos (4), Paraguai (2), Uruguai (1) e outros em viagens dentro do Brasil (10).

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Trinta meses da saúde na Bahia



"Em 30 meses foi feito muito mais do que nos últimos 16 anos. Isto sim é "choque de gestão" e não a receita primária do gastar menos e arrecadar mais."


Jorge Solla*



Recentemente, em artigo para a A TARDE, o ex-secretário de Planejamento do governo Paulo Souto, Armando Avena, escreveu que a Bahia precisa de um "choque de gestão": ampliar receita e reduzir gastos. Prescrição óbvia em tempos de crise financeira internacional. No entanto, o governador Wagner encontrou somente na Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) uma dívida superior a R$ 205 milhões.

Vejamos a situação encontrada no Estado: dívida de dois anos dos repasses para municípios que tinham Samu e um déficit de 40 milhões na compra dos medicamentos básicos. Fila de um ano e meio para tratamento de hepatites. Projetos prioritários do governo federal como Samu e Farmácia Popular estavam esquecidos. A Bahiafarma fechada por Paulo Souto. Epidemia de sarampo no interior do Estado. Prestadores de serviços com pagamentos atrasados e cerca de 200 convênios na Sesab sem pagamentos. Os recursos do Planserv acabavam em agosto, obrigando os hospitais contratados a contraírem empréstimos.

Os hospitais se encontravam sucateados e sem equipamentos, centenas de postos de trabalho vazios. Grande carência de oferta de leitos hospitalares de maior complexidade e de UTI, com vários fechados por falta de equipamentos e pessoal. Nenhum hospital público de emergência construído na região metropolitana, o último foi o HGE há quase 20 anos. Apenas Itabuna e Salvador tinham neurocirurgia e unidades de alta complexidade para tratamento de câncer. Bancos de sangue construídos em 2003 continuavam fechados em Juazeiro, Senhor do Bonfim e Seabra.

Ainda encontramos uma única empresa que detinha o monopólio da contratação de médicos para hospitais estaduais há mais de 10 anos e, desde 2005, a Justiça, em última instância, decidiu que a Bahia rompesse este contrato irregular. Empresas de vigilância, limpeza e alimentação envolvidas no escândalo apurado pela Polícia Federal. Grandes distorções na remuneração dos servidores. Frota de veículos com anos de uso, sem renovação. Era esse o resultado da modernidade, eficiência de gestão e competência gerencial e administrativa que o governo estadual havia construído.

Em apenas dois anos e meio muita coisa mudou. Pagamos todas as dívidas. Em 2007, os municípios receberam três anos de repasses atrasados do Samu. Os recursos para o Programa de Saúde da Família e o abastecimento de medicamentos básicos foram regularizados. A fila de espera de tratamento de hepatites foi zerada e 45 mil baianos recebem medicamentos de alto custo.

Todas as contrapartidas estaduais foram regularizadas, temos hoje a segunda maior rede da Farmácia Popular do País e o Samu atende 43% dos baianos. Desde 2007 não ocorre um caso sequer de sarampo na Bahia e superamos todas as metas de vacinação. O Planserv pagou as dívidas, ampliou a cobertura e hoje os serviços privados de saúde disputam o seu credenciamento.

Já aumentamos em 40% os leitos de UTI credenciados. Vitória da Conquista, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Juazeiro e Barreiras estão ganhando leitos de UTI e serviços de alta complexidade em neurocirurgia, oncologia, hemodiálise e cardiologia. Estamos reformando todos os hospitais da rede estadual com aquisição de modernos equipamentos. A frota está sendo renovada com mais de 300 veículos adquiridos, inclusive com ambulâncias e UTIs móveis. Todos os bancos de sangue estão funcionando.

Mais de 11 mil postos de trabalho contratados nos hospitais estaduais (2.500 concursados) e em breve sai o resultado do novo concurso. Implantamos o plano de carreiras dos servidores. A proporção de agentes comunitários de saúde com contratação regularizada passou de 5% para 90% e mais de 1.000 profissionais de saúde fazendo cursos de especialização.

Empresas denunciadas pela Polícia Federal foram afastadas. A Bahiafarma foi recriada por lei. Até final de 2010, entregaremos mais de 400 novos postos de saúde, 45 unidades de pronto atendimento 24 horas, cinco novos hospitais regionais, mais de 1.100 novos leitos nos hospitais estaduais. Ainda há muito a ser feito, pois as necessidades acumuladas são gigantescas, mas em 30 meses foi feito muito mais do que nos últimos 16 anos. Isto sim é "choque de gestão" e não a receita primária do gastar menos e arrecadar mais.

*Jorge Solla - Secretário Estadual da Saúde/Bahia

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Seminário de Gestão em Saúde começa amanhã

Com o objetivo de integrar os diversos atores que fazem parte do setor de saúde da região, será realizado nos dias 10 e 11 de setembro, o I Seminário Gestão em Saúde do Sudoeste da Bahia, no auditório do Centro Municipal de Atenção Especializada/Cemae. A secretária de Saúde de Vitória da Conquista, Dra. Suzana Ribeiro, participará do evento onde presidirá a mesa com o tema “Planejando os serviços de Saúde”.

Durante o seminário serão discutidas questões importantes como o sistema de planos de saúde e a gestão plena das instituições de saúde diante das ameaças e oportunidades nestes tempos de crise. Médicos, administradores de hospitais e presidentes de planos de saúde participarão dos debates.

O seminário é promovido pela Universidade Corporativa/Ucas- apêndice da Associação dos Hospitais e Serviços de Saúde do Estado da Bahia/ Ahseb, da Federação Baiana de Saúde/ Febase e do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado da Bahia/ Sindhosba, voltado, exclusivamente, para a formação e aperfeiçoamento gerencial de pessoas para a área da Saúde.

fonte: www.pmvc.com.br

Saúde da Família terá reforço de US$ 166,9 milhões

MS e Banco Mundial firmam contrato de financiamento para o Projeto de Expansão e Consolidação desta estratégia, que beneficiará 184 municípios

O trabalho das equipes de saúde da família nos centros urbanos ganhará um reforço de US$ 166,9 milhões a partir de setembro. O Ministério da Saúde e o Banco Mundial firmaram nesta quarta-feira (9), em Brasília, contrato de financiamento da segunda etapa do Projeto de Expansão e Consolidação da Saúde da Família (Proesf). O objetivo é ampliar o acesso à atenção primária nessas regiões, com ampliação da Estratégia Saúde da Família, que está voltada às ações de prevenção de doenças, promoção da saúde, diagnóstico, tratamento e reabilitação.

"Por esse programa o Brasil mostra ao mundo que é possível construir um sistema de saúde com uma forte base na atenção primária de qualidade. Mostra também que um sistema moldado, pensado e estruturado nessas bases é um modelo que alia eficiência e racionalidade a um custo compatível com o perfil de um país como o nosso", afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante a solenidade de assinatura do contrato.

O recurso - advindo das duas instituições - será repassado a 184 municípios de todos os estados brasileiros, escolhidos por terem mais de 100 mil habitantes e apresentarem baixas coberturas de atenção primária às populações. A maior parte da verba do Banco Mundial, US$ 55 milhões, será utilizada na compra de equipamentos médicos e odontológicos, mobiliário e em reformas das unidades onde atuam as equipes de saúde da família. Outros US$ 28,45 milhões serão repassados aos estados para capacitação de gestores, monitoramento e avaliação da iniciativa.

A contrapartida do governo federal, US$ 83,45 milhões - o equivalente a metade do valor total -, será utilizada para aumentar o número de equipes de saúde da família nos 184 municípios que participarão do Proesf. Atualmente, 8.960 equipes atuam nessas cidades. A expectativa é chegar a 11 mil em março de 2013, quando terminará a fase dois do projeto de expansão, atingindo 38 milhões de pessoas.

RESULTADOS

O acordo entre o Banco Mundial e o Ministério da Saúde prevê ainda recursos na ordem de US$ 200 milhões para a terceira fase do Proesf, que deverá começar após 2013. Na fase um da iniciativa, realizada entre 2003 e 2007, mais de 3.000 mil novas equipes de saúde da família passaram a atuar nos 184 municípios beneficiados pelo projeto, um aumento de 52%. Com isso, o trabalho desses profissionais atinge hoje mais de 30 milhões de pessoas nas cidades beneficiadas. O investimento do governo federal e do Banco Mundial na primeira fase da iniciativa foi US$ 166,9 milhões, o mesmo previsto par a os próximos quatro anos. Além do aumento no número de equipes, a verba foi utilizada em reformas e na ampliação de 1.000 unidades básicas de saúde.

"A primeira fase do Proesf teve um êxito muito grande. A OMS reconhece que esse projeto está entre as melhores experiências mundiais de saúde pública. A visão do Banco Mundial não é a de trazer a experiência internacional ao Brasil, mas de exportar a experiência brasileira para outros países", disse o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop.

Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em parceria com universidades públicas sobre o trabalho das equipes nesses municípios demonstra que a presença desses profissionais impacta no aumento de consultas pré-natal, cobertura vacinal de gestantes e crianças, além da redução significativa das hospitalizações. Nas cidades, antes da implantação da Saúde da Família, apenas 25% das gestantes faziam sete ou mais consultas de pré-natal. Este índice passou a 40% após a expansão promovida pelo Proesf.

A vacinação de crianças e mulheres grávidas nos municípios que participaram da primeira fase do projeto foi três vezes melhor. Observou-se ainda que nessas cidades a hospitalização de crianças por infecções respiratórias agudas foi sete vezes menor e por diarréia, três vezes menor.

ATENÇÃO BÁSICA

A Saúde da Família é a principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o modelo de atenção básica à população. Conforme a proposta, equipes multidisciplinares - formadas por um médico, um enfermeiro, técnicos ou auxiliares de enfermagem e até 12 agentes comunitários - atendem as famílias de determinada região. As equipes trabalham em ações de promoção, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e manutenção da saúde dessas comunidades. Além da realização da segunda fase do Proesf, o Ministério publicou portaria aumentando em R$ 209 milhões ao ano o valor destinado ao trabalho dos agentes comunitários de saúde, que trabalham na Estratégia Saúde da Família. O recurso repassado aos municípios por profissional a cada mês subiu de R$ 581 para R$ 651. A medida beneficia 5.330 municípios brasileiros, onde trabalham 229,9 mil agentes comunitários de saúde.

O governo aumentou ainda o valor fixo repassado a todos os municípios brasileiros para a atenção básica. As Secretarias Estaduais de Saúde receberão um adicional de R$ 191,4 milhões por ano. O valor por morador para esse nível de assistência passou a ser R$ 18, em vez dos atuais R$ 17, conforme uma portaria publicada em agosto. Com o acréscimo, o investimento fixo nesse nível de assistência passa ao mínimo de R$ 3,4 bilhões por ano. Isso porque os municípios, além do repasse fixo, recebem também recursos dos programas federais voltados à atenção básica, totalizando R$ 8,7 bilhões anual.

Atualmente, a Estratégia Saúde da Família está presente em 94% dos municípios do país, respondendo às demandas de 49,9% da população brasileira. Um total de 29.710 equipes de médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde atua em 5.229 municípios. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 32.000 equipes implantas no fim de 2010, quando a iniciativa completará 17 anos.

Estudos do Ministério da Saúde de 2008 apontam que o trabalho das equipes de saúde da família nos municípios impacta positivamente no acesso à saúde, realização de pré-natal e redução de mortes de crianças menores de um ano por causas mal definidas. Uma pesquisa científica que analisou a iniciativa três anos atrás demonstrou que a cada 10% de aumento da cobertura, a mortalidade infantil reduz em 4,56%. Além dos resultados positivos na saúde materno-infantil, a presença das equipes resulta na melhoria na saúde dos adultos, reduzindo internações por doenças respiratórias, diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares.

Solla instala encontro do PNI e lança campanha de vacinação contra pólio

A partir do próximo ano, a vacina contra pneumococo será incluída no calendário básico de vacinação do Ministério da Saúde, que também estuda a possibilidade de vacinar, a partir de 2011, crianças menores de um ano contra a meningite. O anúncio foi feito pela coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Maria Arindelita de Arruda, durante a abertura, na manhã de hoje (9), no Fiesta Bahia Hotel, do "Encontro com o Programa Nacional de Imunizações: mobilizando por altas e homogêneas coberturas". A coordenadora geral do PNI disse que o controle da meningite não é feito apenas com a vacinação, e que "somente a inclusão da vacina no calendário da criança não vai controlar os casos de meningite que vem sendo registrados, inclusive na Bahia".

O Encontro com o PNI, iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, reúne técnicos dos programas nacional, estadual e municipais de imunização, secretários municipais de Saúde, vacinadores de Salvador e região metropolitana, técnicos da atenção básica e da vigilância epidemiológica e enfermeiros de Saúde da Família. Durante a instalação do evento, o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, falou sobre a importância do PNI, lembrando que, até o final dos anos 80, as coberturas vacinais alcançadas estavam em torno de 45%, e "hoje temos um PNI forte, que não só obteve a erradicação da poliomielite, como conseguiu outros resultados fantásticos, como o controle do sarampo, do tétano neonatal e da rubéola, entre outras doenças imunopreveníveis".

A solenidade de instalação do encontro incluiu também a entrega simbólica, pelo secretário Jorge Solla, de 30 veículos (caminhonetes tipo S 10) para 20 Diretorias Regionais de Saúde (Dires), representadas, na oportunidade, pelos diretores das 20ª e 21ª Dires, respectivamente Vitória da Conquista, Marilene Ferraz e Irecê, Jair Ferreira, e para a Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa), e o lançamento oficial da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que acontece no próximo dia 19. Os gêmeos Hugo e Sofia de Jesus, de 3 anos, receberam as "gotinhas" da vacina contra a pólio.

MANTER A ERRADICAÇÃO

Para a enfermeira Fátima Guirra, coordenadora do Programa Estadual de Imunização, é preciso que a população esteja atenta para a importância do PNI, que, entre as metas atuais, pretende manter a erradicação da poliomielite e alcançar a eliminação do sarampo, da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC). "A população deve conhecer e acompanhar o calendário vacinal, não só para as crianças, mas para toda a família", advertiu Fátima Guirra, acrescentando que, na Bahia, desde 1973, o programa tem toda a infra-estrutura necessária, incluindo a rede de frios, a vigilância epidemiológica necessária e a gestão, viabilizada através de parceria com os municípios.

A coordenadora geral do PNI revelou que atualmente o calendário vacinal consta de 26 vacinas, muitas importadas, e que para a inclusão de novas vacinas é fundamental que sejam observados vários critérios, a exemplo da efetividade do imunobiológico, o custo/benefício, os estudos epidemiológicos e os riscos. Segundo Maria Arindelita, o PNI é um dos instrumentos de maior impacto do SUS (Sistema Único de Saúde), tendo em vista que "as doenças transmissíveis afetam toda a população, mas principalmente as camadas mais pobres".

Solla destacou os resultados positivos que a Bahia vem obtendo nas campanhas de vacinação e lembrou que em janeiro de 2007, ao assumir a Secretaria da Saúde do Estado, encontrou uma epidemia de sarampo, e, apesar das dificuldades de início de governo, "conseguimos fazer uma campanha, voltada para a população adulta, com prioridade para os homens, e em 40 dias vacinar o dobro da população vacinada no ano anterior (2006)".

O Encontro com o PNI abordou questões como os desafios e perspectivas do Programa Nacional de Imunizações, vacinação segura - valorizando e desmistificando eventos adversos associados à vacinação, a importância do calendário vacinal - criança, adolescente e adulto/idoso e estratégias diferenciadas para grupos e situações diferenciados e a eliminação da rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) nas Américas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Bahia terá ampliada em 86,59% os leitos de UTI até 2010

Investimentos altos em reformas, ampliações, construções e contratações de profissionais, voltados para o aumento no número de leitos hospitalares, inclusive os de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), foram o foco do relato feito por superintendentes e diretores da Sesab - Secretaria da Saúde do Estado da Bahia - durante audiência realizada hoje (3), na sede do Ministério Público Estadual (MPE).

A audiência, da qual participaram as secretarias estadual e municipal de Saúde de Salvador, diretores de hospitais e maternidades, Procuradorias do estado e município, Sociedade Baiana de Pediatria e Centro de Apoio da Infância e Juventude, teve como objetivo promover a discussão da situação da oferta e demanda de leitos de UTI pediátricos e neonatais. "Nosso propósito é conjugar esforços para apontar caminhos necessários para a ampliação do número de leitos voltados para a criança e adolescente, em razão da prioridade desse público", disse o presidente do MPE, Lidivaldo Brito, que abriu a audiência.

O superintendente de Regulação e Gestão, Andrés Alonso, e o diretor da Rede Própria da Sesab, Renan Oliveira, destacaram a habilitação, somente nos anos de 2007 e 2008, de 139 leitos de UTI, ao custo de R$ 200 mil cada. "Isto representa, nos últimos dois anos, mais de 36% de ampliação de leitos para este tipo de serviço, se comparado com todos os leitos habilitados até 2006", destacou Andrés. Outros 229 estão previstos para habilitação no período 2009/2010, o que representará 86,59% de ampliação de 2007 a 2010.

Desse total, foram habilitados 50 leitos de UTI pediátrica e neonatal em 2007/2008, e outros 102 serão habilitados entre 2009/2010. "A previsão é que, ao final de 2010, a Bahia conte com 140 leitos de UTI pediátrica e 174 de UTI neonatal, contra os 75 pediátricos e 87 neonatais habilitados até 2006", destacou o superintendente. Além dos 229 leitos de UTI adulto (127), pediátrico (64) e neonatal (38) projetados para habilitação em 2009/2010, mais 70 leitos de semi-intensiva também deverão ser habilitados.

Andrés Alonso ressaltou a complexidade da questão das UTIs. "Quando se fala especificamente em UTI, há todo um processo estruturante, porque a UTI não é desconectada dos demais serviços de saúde. A Sesab desenvolveu todo um planejamento, a começar por organizar o estado territorialmente, dividindo-o em 9 macrorregiões e 28 microrregiões, e esse planejamento serve de alicerce para a estruturação de redes assistenciais", afirmou.