sexta-feira, 31 de julho de 2009

Antiviral produzido por Farmanguinhos começa a ser distribuído

210 mil tratamentos do medicamento para os casos de nova gripe foram produzidos pelo laboratório e serão enviados aos estados

O Ministério da Saúde começa a entregar aos estados nesta quinta-feira, 30, o primeiro lote do fosfato de osetalmivir para o tratamento da gripe Influenza A (H1N1) produzido no Brasil, no Laboratório Farmanguinhos (Fiocruz/RJ). As 2,1 milhões de cápsulas, que correspondem a 210 mil tratamentos, serão distribuídos aos estados. Esta produção foi feita a partir de matéria- prima adquirida pelo Ministério da Saúde, em 2006, por ocasião de uma possível epidemia de gripe aviária. Este estoque é suficiente para produção total de 9 milhões de tratamentos.

Estes 210 mil tratamentos se somam a outros 50 mil prontos para uso que foram entregues por um laboratório privado que vendeu o produto ao Ministério da Saúde. Esse lote de 50 mil faz parte de uma encomenda de 850 mil realizada. A entrega aconteceu em 21 de junho. Uma segunda leva de remédios (outros 50 mil) está prevista para 15 de agosto e os 750 mil restantes até o dia 30 de setembro.

O fosfato de oseltamivir é considerado o mais eficiente medicamento, até o momento, no tratamento de influenza H1N1. O antiviral produzido em Farmanguinhos tem o mesmo princípio ativo e eficácia de ação do medicamento de marca utilizado mundialmente no tratamento da Influenza A. Da transformação em comprimidos até a autorização para a sua distribuição, o remédio fabricado no Brasil passou por testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que autorizou o processo. Cada um dos tratamentos é composto por 10 comprimidos de fosfato de osetalmivir, quantidade indicada para uma pessoa.

O medicamento é indicado para casos graves de qualquer tipo de influenza (causada pelo vírus A (H1N1) e sazonal), parcela que representa menos de 5% dos pacientes com os sintomas, e para pessoas que apresentem fatores de risco (gestantes, idosos, crianças menores de dois anos, portadores de problemas crônicos, pessoas com imunodepressão, etc). O protocolo do Ministério da Saúde que orienta a sua utilização foi desenvolvido em consonância com as recomendações da OMS.

fonte: www.saude.gov.br

Coordenadora da Influenza na Bahia faz palestra em Conquista


Maria Mazzarello apresentando o gráfico sobre a estimativa do impacto de uma pandemia no Brasil




Com o objetivo de esclarecer os médicos e enfermeiros de Vitória da Conquista e de mais 17 municípios sobre a gripe A (H1N1), foi realizado nesta quinta-feira (30), um seminário no auditório do Centro de Formação.

O evento foi promovido pela 20ª Dires, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital Geral de Vitória da Conquista. Mais de 220 profissionais estiveram presentes.

A coordenadora da Influenza na Bahia, Maria Mazzarello, que há quatro anos faz parte de uma equipe da Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Bahia (DIVEP) responsável pelo combate a gripe, veio esclarecer sobre o surgimento e composição genética do vírus. Através de gráficos, ela apresentou a situação epidemiológica da Influenza no mundo, no Brasil e na Bahia.


Mais de 220 profissionais da saúde de 18 municpíos participam do seminário




A infectologista do Centro de Referência DST/Aids, Mônica Trindade, também falou sobre a identificação e o tratamento do influenza A. A médica enfatizou os cuidados com a higiene por parte dos profissionais da saúde, como lavar sempre as mãos e usar luvas ao atender um paciente.

Para a enfermeira Hayane Oliveira, que trabalha na Unidade de Saúde de Barra Nova, distrito de Barra do Choça, a iniciativa foi válida “porque tivemos a oportunidade de estar discutindo o assunto". Segundo ela, os profissionais da Atenção Básica devem estar atentos, "pois somos os primeiros a ter contato com os pacientes”. Foi a primeira vez que ela participou de uma palestra sobre o vírus H1N1.

fonte: www.pmvc.com.br

Abertas as inscrições para o seminário da Fundação Estatal

Estão abertas no site http://www.saude.ba.gov.br/dab as inscrições para o I Seminário Estadual da Fundação Estatal Saúde da Família: a Bahia Unida por um Novo Caminho para a Saúde da Família. O seminário acontecerá nos dias 11 e 12 de agosto, no Centro de Convenções em Salvador. O evento tem o objetivo de apresentar aos gestores municipais a organização, funcionamento, formas de adesão e contratação dos serviços prestados pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF).

O seminário é destinado a prefeitos, secretários municipais de saúde, membros da prefeitura responsáveis pelas finanças e aspectos administrativos jurídicos no município e também aos presidentes das câmaras de vereadores ou vereadores responsáveis pela discussão do projeto na Câmara.

Na programação estão previstas discussões sobre os serviços ofertados, os preços dos serviços, os aspectos jurídicos e administrativos; o processo de adesão e de celebração de contrato de gestão com a FESF e ainda o plano de empregos, carreira e salários.

Cada município pode enviar até quatro representantes. As inscrições poderão ser feitas ainda no local do evento.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

HBase recebe Comitê de Urgência para discutir Gripe A e superlotação de hospitais

O Hospital Geral de Vitória da Conquista (HBase) recepcionou na noite de ontem (29) o Comitê Municipal de Urgência e Emergência, que reúniu instituições ligadas à área de saúde do município, para discutir a superlotação no Hospital de Base, a escala de plantonistas nos pronto-socorros que atendem pelo SUS, e também como a rede SUS do município está se preparando para um eventual surto de Gripe A (H1N1).

O Comitê Municipal de Urgência e Emergência é uma entidade ligada à Secretaria Municipal de Saúde, presidido pelo coordenador médico do SAMU 192, Sandro Bahia, e tem a participação de representantes de todos os hospitais da Rede SUS que atendem a pacientes em situação de urgência e/ou emergência, e da Secretaria Municipal de Saúde.

A reunião foi solicitada pelo diretor do HBase, Felipe Magalhães, que percebeu a necessidade de aproximar as instituições de saúde para tratar principalmente da gripe A. “Não temos nenhum caso confirmado em Vitória da Conquista, mesmo assim solicitamos esta reunião junto ao Comitê, para que nesta discussão possamos garantir o máximo de informações ao profissional de saúde e também para a população, a fim de que não se estabeleça um clima de pânico”, explicou o diretor.

Segundo Sandro Bahia a reunião foi positiva e alguns encaminhamentos podem ser feitos a partir das discussões como superlotação dos hospitais e sobre a Gripe A, já que estavam presentes representantes de várias instituições como Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Saúde, Unimec, 20º Diretoria Regional de Saúde (Dires), Câmara Municipal, Defesa Civil, Samu 192 e o próprio HBase.

Segundo Mirela Cristina Leto Barbosa, coordenadora da Secretaria Municipal de Saúde, a reunião foi uma importante iniciativa porque o diálogo entre as instituições de saúde é essencial para o enfretamento da gripe A. A coordenadora afirmou que a Secretaria Municipal de Saúde vem garantindo orientação ao paciente, capacitando os profissionais de saúde e promovendo campanhas de prevenção. “Estamos realizando a notificação dos casos, atividades de formação capacitação de profissionais e orientação na mídia de como vamos lidar com os pacientes, inclusive com o objetivo de passar tranquilidade à população, porque é importante que não haja pânico”, afirmou Mirela.

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, o vereador Ademir Abreu, informou que a Influenza A atingiu o nível 6, estando em quase todos os países do mundo “e com certeza ela chegará a Vitória da Conquista, com muitas pessoas sendo portadoras do vírus, havendo uma certa conturbação no município pela presença de mais uma epidemia”, alertou Abreu.

Segundo o vereador, isto vai causar um volume maior de atendimentos nos hospitais e por isso a importância desta reunião que tem o valor de preparar as unidades de saúde, antes que a epidemia chegue ao município. “Os municípios vizinhos tem sobrecarregado os hospitais de Conquista, principalmente o hospital de Base, com pacientes que poderiam estar sendo tratados pelos profissionais da localidade. Com esta epidemia é importante que estes municípios assumam a responsabilidade de atender seus pacientes, para reduzir o fluxo em Vitória da conquista”, concluiu.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Diretoria do HBase reúne coordenadores em mais uma discussão sobre a Gripe A

Nossa preocupação é garantir o máximo de informação ao profissional da saúde, demais funcionários e usuários da rede, para que não haja pânico, afirmou Felipe Magalhães, diretor do HBase

A direção do Hospital Regional de Vitória da Conquista (HBase) preocupada com a possibilidade da chegada de casos suspeitos da Gripe A ao município, reuniu vários setores da unidade, por meio de suas coordenações, para reforçar as estratégias estabelecidas durante a última semana para o controle da doença.

Desde o anúncio da pandemia, a diretoria vem procurando garantir o máximo de informações aos profissionais de saúde, servidores e usuários, tomando todas as precauções, com informações e capacitações, com a finalidade de reduzir os impactos da doença.

“Nossa preocupação é garantir o máximo de informação ao profissional da saúde, demais funcionários e usuários da rede, para que não haja pânico”, informou o diretor geral do HGVC, Felipe Magalhães, que durante a reunião falou dos percentuais da população e funcionários da saúde que poderão ser atingidos.

Segundo Carolina Silva Garcez, coordenadora de Enfermagem da unidade, ainda existe muita dúvida sobre a doença e o mais importante é que o profissional da saúde esteja informado, “para transmitir às pessoas o máximo de segurança e informações”, afirmou.

Participaram da reunião as coordenações de Serviço Social, Banco de Sangue, Bioimagem, Terapia Ocupacional/fonoaudióloga, Núcleo de Estudos Permanente (NEP), Emergência,Material e almoxarifado, SCIH, Fisioterapia, Higienização, Laboratório, Farmácia, Ouvidoria, além dos setores ligados diretamente à diretoria, como as coordenações do Same, Atendimento, Financeiro, Recursos Humanos, administração, Pronto Socorro e Urgência,Comissão Permanente de Licitação (Copel), Equipamento e Manutenção Predial.

Artigo: Uma visão panorâmica do setor de licitações do HGVC

Licitação:“Procedimento administrativo composto de atos seqüenciais, ordenados e interdependentes, mediante os quais a Administração Pública seleciona a proposta mais vantajosa para o contrato de seu interesse, devendo ser conduzida em estrita conformidade com os princípios constitucionais e aqueles que lhes são correlatos.”

Elisete de O. Santos Neri

A Constituição Federal em seu artigo 37, inciso XXI, prevê para a Administração Pública a obrigatoriedade de licitar, sendo assim Licitar é regra e não exceção.

Os procedimentos licitatórios no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) são regidos pela Lei Estadual 9.433/05, em consonância com a Lei Federal 8.666/93, referente a aquisições e serviços.

O setor de licitações da unidade trabalha com a preocupação e zelo pelo cumprimento das leis (estadual e federal).

Existe na unidade uma equipe de planejamento formada pelos responsáveis por solicitação de material, os coordenadores dos setores solicitantes (almoxarifado, farmácia, laboratório, banco de sangue e nutrição), com a incumbência e responsabilidade de fazer a previsão de gastos dos materiais utilizados na unidade e encaminhá-los à administração para que seja iniciado processo de compra ou de serviço.

É claro que qualquer estimativa feita é sujeita a alteração visto a amplitude dos nossos atendimentos e a falta de precisão devido às possibilidades de casos e intercorrências que podem surgir entre uma compra e outra ou no curso delas.

É exigência primordial obter parecer jurídico de aprovação do Edital (ver Lei 9.433/05, Artigo 73, 74 e 75) para em fim torná-lo público. O que pode ser facilmente constatado através dos nossos processos é que assim que o obtemos tal autorização, e aval da procuradoria, imediatamente são dados aos mesmos à tramitação normal, respeitando os prazos determinados em lei e procedida publicação no Diário Oficial, garantindo a publicidade dos processos.

Atualmente estamos com pedidos para seis meses em tramitação, aguardando a documentação necessária para composição do processo de aprovação do edital que será enviado a procuradoria. Enquanto aguardamos a aprovação dos processos em andamento não ficamos de braços cruzados, realizamos pequenos Pregões baseados em parecer da procuradoria Geral do Estado, dentro do limite de Carta Convite (R$56.000,00) para suprir e atender as necessidades imediatas, até que se tenha o parecer jurídico necessário à licitação.

Neste sentido toda a equipe ligada ao planejamento e compra dos materiais necessários à unidade estão de parabéns, pois compartilham com a direção do hospital a preocupação e desejo de suprir os setores e dessa forma subsidiar e colaborar para que se tenha uma boa condição de atendimento à clientela que se dirige a esta unidade.

Muitas vitórias alcançamos nas nossas negociações, além da credibilidade junto aos fornecedores que concorrem às disputas para contratação com esta unidade, temos conseguido fazer economias significativas nas finalizações das licitações, bem como estabelecer parcerias internas, podendo contar com pareceres técnicos de profissionais do nosso quadro que, competentemente, tem contribuído para que tenhamos sucesso nos nossos trabalhos.

Síntese em valores das nossas últimas aquisições:

Objetos Licitados

Materiais para Lavanderia, Raio X, Descartávis, impressos, Escritório, Higienização e Hospitalar; Combustível, Medicamentos, Aquisição de Penso, Banco de Sangue, Dieta Enteral, Aquisição de rouparia, Reagente Laboratório.

Valor Autorizado - R$ 2.869.045,00
Valor Negociado
- R$ 2.479.320,21
Economia - R$ 389.798,62

É possível observar economia de quase 13% (treze por cento) do valor cotado de mercado. Pode parecer pouco, mas esta economia nos garante a possibilidade de novas aquisições; Também é possível visualizar uma grande conquista da direção desta unidade quando do aumento da nossa dotação orçamentária após incansáveis solicitações e depois de comprovar que a demanda da unidade hoje exigia uma complementação do nosso orçamento.

Concluindo, tornamos público o nosso desejo de servir, e servir bem a comunidade, fato esse facilmente comprovado através dos esforços e trabalhos da equipe de licitações do HGVC.

Ressaltamos que as portas da COPEL estão e estarão sempre abertas para esclarecimentos ou explicações aos servidores ou de qualquer cidadão que tenha o desejo de tomar conhecimento dos nossos procedimentos.

Equipe COPEL: Alberto Ferraz, Alzeni Macedo, Carine Alves, Euler Teixeira, Fabrício Nolasco, Wagner F. de Sousa e Vandete Rosário. Coordenação: Elisete de Oliveira

Elisete de O. Santos Neri - Coordenadora da Comissão de Licitação Permanente/HBase

Obesidade provoca pane no sistema de defesa do corpo

Camundongo bastante acima do peso ideal, criado na Austrália; obesidade reduz eficiência no sistema de defesa do corpo


A obesidade pode causar o diabetes tipo 2 (resistência à insulina), induzindo uma pane no sistema de defesa do corpo. E drogas antialérgicas podem prevenir e tratar a doença em indivíduos acima do peso, indica uma descoberta simultânea de quatro grupos de pesquisa.

Numa iniciativa conjunta, todos publicaram seus estudos ontem no site na revista "Nature Medicine", revelando o resultado de experimentos feito com camundongos.

No primeiro dos trabalhos, cientistas conseguiram reduzir tanto a obesidade quanto a taxa de diabetes tipo 2 em roedores tratados com cetotifeno e cromoglicato --dois antialérgicos usados para combater a asma. O teste, conduzido por pesquisadores da Escola Médica de Harvard, de Boston (EUA), deve ser repetido em macacos.

"A melhor coisa dessas drogas é que nós já sabemos que elas são seguras para pessoas", afirmou o biomédico Guo-Ping Shi, um dos autores da descoberta. "Resta saber se elas vão funcionar [contra diabetes]".

Não foi à toa que quatro iniciativas diferentes chegaram à mesma conclusão quase ao mesmo tempo. A existência de interação entre o sistema imune e o metabolismo já era conhecida e consta até de livros-texto de medicina. Aquilo que médicos acreditavam ser uma relação muito indireta e complexa, porém, é pintada nos novos estudos como uma interação extremamente próxima.

"Pelo visto, estamos vendo o surgimento de uma nova disciplina: o imunometabolismo", diz Diane Mathis, líder do outro estudo de Harvard.

Além de mostrar a eficácia de medicamentos comuns para prevenir e tratar o diabetes nas cobaias, a importância dos novos estudos é que eles detalham diversos processos moleculares em que a obesidade interage com o diabetes tipo 2.

Diferentemente do tipo 1, na qual o pâncreas é atacado pelo sistema imune, o diabetes tipo 2 ocorre quando células do corpo se tornam avessas à insulina, hormônio produzido no pâncreas usado para processar açúcar. Os estudos que saem agora mostram o lado imunológico do diabetes de tipo 2, que não era totalmente claro.

"É possível que a inflamação causada pelos macrófagos [tipo de glóbulo branco que combate organismos invasores] resulte em resistência à insulina", diz Steven Shoelson, endocrinologista que participou do estudo de Mathis. Inflamações leves, mas crônicas, no tecido adiposo de obesos, seriam então a bomba-relógio do diabetes tipo 2.

O estudo de Shi mostrou que, no tecido adiposo de camundongos obesos, células que atuam no processo de cicatrização parecem provocar inflamações e alergia.

Foi aí que apareceu a ideia de testar as drogas antialérgicas. Os animais que receberam as drogas e entraram numa dieta com exercícios tiveram uma melhora de quase 100%.

da Folha de S.Paulo